A spec nasce antes do código
Nada se implementa sem uma spec que diga o que construir. A IA (ou você) escreve a partir dela — nunca o contrário.
Anchors é um framework spec-first de continuidade para desenvolvimento assistido por IA: âncoras que guiam o trabalho na ida, seguram a corda, e confrontam o código na volta — e não podem mentir.
O nome vem da escalada: pontos fixos que dizem para onde ir e demarcam por onde você passou.
spec-completeness bloqueante ✓12 ✗3 ~1 test-coverage julgamento ⏳2 pendente(s) de IA ~ 1 indeterminado — não é falha: o gate não teve o que confrontar 3 issue(s) — divergências registradas: ✗ [BLOQUEIA] spec-completeness @ Foo.spec.md faltam 2 cenários sem teste correspondente ✗ barrado — 1 gate(s) bloqueante(s) reprovaram
Spec-first quer dizer que a spec vem antes do código — e continua sendo a verdade depois dele. Não é documentação escrita a posteriori: é a origem de onde tudo mais deriva e contra a qual tudo é confrontado.
Nada se implementa sem uma spec que diga o que construir. A IA (ou você) escreve a partir dela — nunca o contrário.
Se o código diverge da spec, o Anchors detecta e confronta — a spec continua sendo a verdade, ou é atualizada explicitamente.
Cada requisito da spec tem um código de identidade que atravessa feature, teste e código — a rastreabilidade sabe exatamente o que cobre o quê.
Numa parede, uma âncora faz três coisas — e cada uma resolve um problema real de quem sobe sem poder confiar só na memória. O Anchors aplica a mesma lógica ao desenvolvimento.
Na escalada: Marca o próximo ponto na superfície sem apoio — é por saber para onde ir que você ousa dar o passo seguinte.
No Anchors: O plano e a spec dizem o que construir antes da primeira linha — a IA (ou você) decide com direção, não no escuro.
Na escalada: Se você escorregar, a âncora vira o safepoint que interrompe a queda — sem ela, um erro custaria a escalada inteira.
No Anchors: Os gates de qualidade são esse safepoint: pegam a divergência na hora, então um erro custa uma correção — nunca o projeto inteiro.
Na escalada: A rota fica registrada — quem vier depois não precisa decifrar a parede de novo, só seguir o que já foi validado.
No Anchors: O grafo de dependências e o histórico de issues fazem o mesmo: a próxima sessão lê o que ficou provado e continua dali — não recomeça do zero.
Outro agente, outro dia, outro humano — a próxima sessão recomeça sem saber as regras, sem saber o que já foi decidido e por quê.
O projeto ganha linhas, mas perde rumo. Ferramentas de agente já resolvem a amnésia dentro de uma sessão — não entre elas.
A suíte passa enquanto pedaços inteiros da spec seguem sem cobertura nenhuma — e ninguém percebe até doer.
O que falta não é memória. É artefato ancorado no repositório — algo que a sessão futura é obrigada a respeitar.
Cada âncora cumpre uma ou mais das três funções da escalada: diz para onde ir, segura a corda para você não cair, e marca por onde você passou. Juntas formam um grafo material, versionado — e cada aresta sabe se está em dia.
# planejar: a IA lê o guide de plano, decide o norte $ anchors guide plan # spec — a origem da verdade: o requisito ganha um código de cenário SPCR-V01: usuário autentica com e-mail e senha # map — rastreabilidade: liga spec → feature → teste → código $ anchors map build # check — qualidade: gates determinísticos + julgamento por IA $ anchors check --all
Um projeto é maduro quando tem todos os seus pilares implementados e vigorosos — não quando um dashboard isolado diz que sim.
A forma do repositório, lida de modo determinístico e confirmada com você.
O norte: o plano vivo que semeia as specs.
A origem da verdade: a âncora-base, o safepoint do qual tudo pende.
A cola: identidade contínua de spec → feature → teste → código, e o mapa entre os arquivos.
O motor: faz uma alteração percorrer o organismo, marcando o que ficou stale.
Os gates: determinísticos onde dá, julgamento por IA onde não dá.
O plano vivo (âncoras + grafo, a verdade atual) e o histórico (issues resolvidas, laudos, datados e imutáveis).
Dispensar uma exigência é explícito, registrado e datado. Dispensa a exigência, nunca o registro de que foi dispensada.
Cada aresta do grafo sabe se está em dia. Uma mudança repropaga só o que ela tocou — nunca o projeto inteiro.
Quando um confronto falha e o Anchors não resolve sozinho, registra uma issue imutável. Recorrência é issue nova — o histórico nunca é reescrito.
anchors guide planguia de planoanchors guide spec.spec.mdanchors map buildgrafo de dependênciasanchors guide codecódigo + featureanchors guide testtestesanchors check / doctorissue se divergirO Anchors não embute IA: é a ferramenta que a IA usa, em qualquer cliente — Claude Code, GPT, Gemini. Ela lê `anchors guide`, aprende o fluxo, e opera com os comandos.
Do mecanismo comum aos seis pilares: entenda como o Anchors mantém um projeto coerente ao longo do tempo.